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Paraíba

Monitor de Secas registra aumento da área com seca e sua intensidade na Paraíba em setembro

Setembro é climatologicamente seco em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Tocantins.

27/10/2020 10h28
Por: Ronaldo Magella
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A última atualização do Monitor de Secas aponta que, na Paraíba, houve aumento das áreas com seca fraca e moderada na faixa centro-leste paraibana, onde os impactos são de curto e longo prazo. No extremo oeste do estado, também houve ligeiro aumento da área de seca fraca, onde predominam impactos de curto prazo. Entre agosto e setembro, área com seca na Paraíba saltou de 46,03% para 61,07% – maior porção com o fenômeno desde abril deste ano (75,22%). Além disso, o Monitor registrou o aumento da severidade da seca em território paraibano com a elevação da área com seca moderada de 7,67% para 16,43%.

O Mapa do Monitor de Secas de setembro indica o aumento das áreas com seca em 14 das 19 unidades da Federação acompanhadas: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. A redução de áreas com o fenômeno aconteceu somente no Rio Grande do Sul. Três estados que passam por forte seca permaneceram com 100% de seus territórios com o fenômeno em setembro: Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A Bahia se manteve no patamar de 68% de sua área com seca.

Em termos de severidade do fenômeno, o Distrito Federal e 11 estados tiveram o agravamento da seca entre agosto e setembro: Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Tocantins. Em outros seis estados, o grau de severidade da seca se manteve: Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Nesse quesito, o Rio Grande do Sul foi o único estado do Mapa do Monitor a ter melhora na severidade do fenômeno.

A situação de seca mais severa registrada em setembro – seca extrema – aconteceu em Mato Grosso do Sul (24,08% de seu território), Paraná (8,6%) e Minas Gerais (2,92%). Já o estado que registrou as melhores condições foi o Rio Grande o Norte, que teve a menor área com seca (33,54%) e somente na intensidade fraca.

Setembro é climatologicamente seco em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Tocantins. As chuvas são inferiores a 30mm na maior parte dos estados nordestinos, norte de Minas Gerais, nordeste de Goiás, leste de Tocantins, Distrito Federal e centro-norte de Mato Grosso do Sul. Já no Sul e em alguns pontos do litoral de Pernambuco, Alagoas e Bahia; os volumes médios mensais de chuvas oscilam entre 120mm e 250mm.

Os maiores volumes de precipitação registrados em setembro de 2020, com valores acima de 150 mm, ocorreram em parte do Rio Grande do Sul, no sul e planalto catarinense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e em alguns pontos no leste da Bahia. Por outro lado, houve ausência de precipitação ou acumulados inferiores a 30 mm em grande parte dos estados onde setembro é considerado um dos meses mais secos do ano.

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