ONDA NET
Recorreu ao STF

Dinaldinho recorre ao STF´para retornar à prefeitura de Patos

Os advogados argumentam que não há necessidade para que Dinaldinho siga afastado há mais de 700 dias do cargo, “quando não há prova nos autos de prática de ilícito”.

28/07/2020 17h08
Por: Sidney Silva
Fonte: Patos online
110

A defesa do prefeito afastado de Patos, Dinaldo Wanderley Filho (MBD), recorreu, na noite dessa segunda-feira (27), ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de suspensão de liminar para que o gestor retorne ao cargo e para derrubar medidas cautelares, como a que o impede de se ausentar da Paraíba sem autorização judicial.

No pedido, os advogados argumentam que não há necessidade para que Dinaldinho siga afastado há mais de 700 dias do cargo, “quando não há prova nos autos de prática de ilícito”.

“Dinaldo foi eleito para cumprir um mandato de quatro anos e a defesa entende que o Tribunal de Justiça da Paraíba está afastando o prefeito de suas funções quando não há provas nos autos de prática de ilícitos”, disse o advogado Francisco Fidelis.

O recurso será julgado pelo presidente da Suprema Corte, ministro Dias Toffoli.

Afastamento da Prefeitura de Patos

Dinaldinho foi afastado do cargo em agosto de 2018 no âmbito da Operação Cidade Luz, que tem o intuito de investigar crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos, fraude em licitação e lavagem de dinheiro relacionadas a contratação de empresas para iluminação pública.

Depois do afastamento, o vice-prefeito, Bonifácio Rocha, assumiu interinamente a função. Mas, renunciou ao cargo abrindo espaço para que o presidente da Câmara de Vereadores do Município, Sales Júnior, ocupasse o posto.

Nesse ano, Sales também apresentou um pedido de renúncia. Quem assumiu e hoje responde pela administração do município é o médico Ivanes Lacerda.

No mês passado, o pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) rejeitou um agravo que pedia o retorno do prefeito à função.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.