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Pode ser cancelado

Réveillon em João Pessoa deve ser cancelado por conta da pandemia de Covid-19

Diretor da Funjope, Maurício Burity, disse que festa na orla depende do surgimento de uma vacina.

22/07/2020 16h52
Por: Sidney Silva
Fonte: Jornal da Paraiba
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A pandemia provocada pelo novo coronavírus comprometeu as formas como as pessoas estavam acostumadas a viver em sociedade: beijos, abraços, apertos de mão e principalmente aglomerações. Se a recomendação é não agrupar muitas pessoas, como é possível realizar uma festa, por exemplo? Sem a certeza de quando se conseguirá uma vacina, a Prefeitura de João Pessoa já trabalha com a possibilidade de não realizar a tradicional festa de Réveillon, que acontece anualmente na orla da Capital.

O diretor da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Maurício Burity, sinalizou que sem uma vacina eficaz  contra a Covid-19 e até que as pessoas sejam vacinadas, se torna impossível a realização de uma festa, do porte que é o fim de ano em João Pessoa. O público estimado, segundo Maurício, pode chegar a 400 mil pessoas, levando em consideração toda a extensão da orla marítima.

“Você pode fazer isso no teatro, no cinema, mas para shows é impossível. Acho pouco provável, pelo que a gente tem acompanhado, todos nós só vamos ser vacinados no ano que vem. Quando a gente fala em eventos, falamos em aglomeração e aglomerar é contraindicado. O que dirá de um evento da natureza do réveillon? Que só ali no Busto de Tamandaré reúne de 150 a 200 mil pessoas dependendo da atração, além do público que fica ao longo da orla, que aí estamos falando de 400 mil pessoas”, falou Burity.

Sobre a realização ou não do réveillon, o diretor da Funjope disse que ainda não é possível afirmar que o evento não acontecerá este ano. Porém, desde o início da pandemia, segundo ele, a Prefeitura de João Pessoa emitiu um decreto proibindo eventos, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Existe a possibilidade de você praticar o distanciamento social com máscara, que tem que ser obrigatório. Mas aglomeração em shows? Você não consegue ter um metro, um metro e meio de distanciamento, não tem como”, afirmou. “Agora, se porventura, essas vacinas que estão sendo testadas, se até outubro todos nós fossemos vacinados, eu diria que a gente teria dois meses  para planejar, daria tempo sim a gente fazer o Réveillon. Mas acho muito pouco provável”, completou Maurício, praticamente descartando a festa.

A vacina chinesa contra a Covid-19, que entrou na fase de testes em São Paulo, por exemplo, tem previsão de ser disponibilizada em junho de 2021. Isso, claro, vai depender dos resultados destes testes.

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