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Vida Longa

Idosa completa 113 anos de idade em São Mamede

Ainda criança, ela veio morar em São Mamede, na zona rural do município, no Sítio Malhada de Onça, e trabalhou a vida toda na agricultura

11/02/2020 21h54
Por: Sidney Silva
Fonte: Cariri em Ação
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Na cidade de São Mamede, Região Metropolitana de Patos, na Rua José Jacinto de Lucena, no Conjunto Agenor Rique, vive a agricultora aposentada Honorina Antônia Maria da Conceição, que nasceu em Alagoa Nova, no brejo paraibano, no distante ano de 1907, ou seja, faz 113 anos de idade nesta terça-feira, 11 de fevereiro.

Ela nasceu no dia 11 de fevereiro de 1907 e, até onde se sabe, é pessoa mais velha da região de Patos, certamente uma das mais velhas da Paraíba e do Brasil.

Ainda criança, ela veio morar em São Mamede, na zona rural do município, no Sítio Malhada de Onça, e trabalhou a vida toda na agricultura.

Seu marido, também agricultor, faleceu em 1978, aos 64 anos. O casal teve dois filhos: Severina Hororina Borges, que está com 66 anos; e José Honório Borges, já falecida.

Dona Honorina até há três anos atrás estava completamente lúcida, mas agora de vez em quando a memória falha. Tem dias de muita lucidez e dias em que esquece tudo. A visão já não tá boa, mas ainda escuta muito bem e demonstrar muito bom humor ao conversar com as pessoas.

Já não anda mais, em casa utiliza uma cadeira de banho para se locomover, quando é preciso, mas em outros aspectos ela demonstra ter muita saúde, pois come de tudo: gosta de galinha, macaxeira, batata-doce, carne e comidas feitas de milho. Gosta de ouvir forró e surpreende de vez em quando batendo o pé, acompanhando o ritmo da música.

Muito conhecida em São Mamede, dona Honorina é o retrato de alguém que teve uma vida de trabalho e vive a velhice com muita tranquilidade e compreensão. como se tivesse a sensação do dever cumprido.
Há três anos ela teve de vir a Patos, para renovação de benefício junto à Agência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e demonstrou bom humor, chamando atenção de todos. “Só lamento uma idosa com mais cem anos ter de ir até o INSS, na maior dificuldade de locomoção, pois o certo seria eles terem alguém pra vir até ela”, disse na época uma vizinha dela.

Desde 1985 a idosa mora com a filha Severina, em São Mamede, que faz uma declaração de amor à mãe: “Minha mãe é o amor da minha vida, o meu tesouro, a minha grande alegria”.

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