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Casos Suspeitos

Brasil tem 14 casos suspeitos de infecção por novo coronavírus

Até o momento, a epidemia do novo coronavírus já matou mais de 360 pessoas na China

03/02/2020 20h44
Por: Sidney Silva
Fonte: Reuters
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O Brasil tem 14 casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus e até o momento nenhuma confirmação da doença, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva nesta segunda-feira sobre o balanço da pasta sobre o assunto.

Segundo o balanço do ministério, há 7 casos suspeitos sob investigação em São Paulo, 4 no Rio Grande do Sul, 2 em Santa Catarina e 1 no Rio de Janeiro. O ministério informou ainda que outros 13 casos foram descartados.

O governo brasileiro anunciou mais cedo, nesta segunda-feira, que vai reconhecer o estado de emergência sanitária internacional em relação ao coronavírus para agilizar o processo de preparação do país para receber os brasileiros que serão trazidos de Wuhan, na China.

Até o momento, a epidemia do novo coronavírus já matou mais de 360 pessoas na China, epicentro da crise da doença.

Na coletiva, o ministro da Saúde deu detalhes sobre a operação que o governo brasileiro está montando para trazer ao país brasileiros que estão na cidade chinesa de Wuhan, que está na origem da epidemia. Segundo ele, há 55 brasileiros que vivem em Wuhan, dos quais 40 manifestaram interesse em retornar ao Brasil, 14 não demonstraram interesse e uma pessoa está em dúvida.

Mandetta disse que o governo deve editar ainda nesta segunda uma medida provisória para garantir a possibilidade de se fazer quarentena em situações como essa — atualmente o país não tem uma legislação clara sobre o assunto. Ele afirmou que o grupo que decidir voltar ao Brasil deve permanecer 18 dias em quarentena — 4 a mais do que o recomendado.

“Vamos definir uma quarentena de 18 dias para dar uma margem de segurança maior”, destacou.

Segundo o ministro, ninguém será deslocado ao Brasil caso apresente qualquer tipo de sintoma que possa indicar a suspeita de coronavírus. Ele afirmou que um avião deve ser usado na operação e o grupo ficará solado em uma unidade militar — o governo ainda não definiu se será numa base em Anápolis (GO) ou Florianópolis (SC).

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